sábado, 15 de setembro de 2012

Colégio Maxx - Qualidade em Tudo!




O Colégio Maxx assumiu o compromisso de coordenar e combinar inovação com os grandes valores da tradição educacional do Rio de Janeiro. Uso de Ipad, laboratórios de informática, aulas em 3D são só alguns recursos utilizados pelo Colégio Maxx, que vêm provocando uma verdaColégio Maxx - Qualidade em Tudo.deira revolução no processo de ensino do Estado.


sábado, 26 de novembro de 2011

Curso Maxx - Concurso Público

O Curso Maxx se consolidou a partir de 2010 como líder absoluto em aprovações para concursos públicos. Atingiu a incrível marca de mais de 4.000 aprovados em menos de 6 anos. Hoje possui mais de 8.000 alunos, que se prepararam para os diferentes concursos públicos realizados em nível Federal, Estadual e Municipal. Possui unidades espalhadas por todo o Estado do Rio de Janeiro (Centro, Jacarepaguá, Madureira, Niterói, Duque de Caxias, Campo Grande Nova Iguaçu e Teresópolis. 

Na hora de se preparar para concursos públicos, procure uma das unidades do Curso Maxx.









sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Estudando Português


Em sala, sempre que pergunto quem gosta de estudar a Língua Portuguesa. São poucos os entusiasmados.
Acho que todos temos responsabilidade. Primeiro os gramáticos, que supervalorizam a norma, depois os professores, que acham mais importante aprogundar uma aplicação gramatical a discutir as implicações presentes em um texto e, por último, o povo, que não consegue perceber que a língua é o seu maior patrimônio.

Marcelo Portella

Da chacota ao orgulho

Moro na Rua Sorocaba, endereço de classe média da Zona Sul do Rio de Janeiro. Tenho o privilégio de ver o Pão de Açúcar da minha varanda e o Cristo Redentor da Janela do quarto dos fundos. O problema é que nem essas visões me salvam das piadas do São João Batista. Vou explicar melhor: embora possua duas visões quase paradisíacas – “quase” por causa da distância -, os amigos não se esquecem de fazer piadas com minha residência, somente por ser ela vizinha do Cemitério São João Batista. Isso sempre me trouxe certo constrangimento, principalmente quando ia dar referência para a entrega da pizza ou da farmácia. Ora, por todo esse sofrimento tênue, mas contínuo, senti-me na obrigação de entender o vizinho tão execrado, tão mal-falado e tão mórbido na visão dos meus próximos. Acordei em uma Quarta-feira de Cinzas de 2008 – é sério, só lembrei depois que saí do Cemitério -, mexi no computador, vi os noticiários do resultado do Carnaval Carioca, fiquei entediado e falei sozinho: - Vou lá no São João agora. Saí com uma calça desfiada e comprida, pensei nos germes que minha mãe dizia haver nos cemitérios, pedindo sempre pra gente tomar banho assim que chegava de lá. Dobrei a ponta da calça e lá fui eu. Estava vestido com uma camisa preta de malha que dizia “Carioca 10”, e na frente “Rio de Janeiro”. Até cheguei a pensar que aquela roupa alegre não tinha muita relação com um cemitério, afinal de contas cemitério está para pessoas mortas! Dei meus primeiros passos pela calçada, li a frase em latim “revertere ad locum tum” posta no portão de entrada e referenciada por Machado de Assis em sua crônica sobre um certo livreiro da Rua do Ouvidor. Caminhando pelo corredor principal, avistei dois túmulos de impressionar a qualquer cidadão: Luiz Carlos Prestes – quente na política; e Tom Jobim – quente na música. Assustei-me de imediato. Prestes foi um político importante, perturbou governo, movimentou massas, mas era um homem local. Tom não! Um dos maiores nomes da música mundial descansava ali, a alguns “metrinhos” do meu apartamento. O cara que encantou e cantou com Frank Sinatra – não há erro de paralelismo. Se eu voltasse dali já teria valido! Teimei. Acreditava ser difícil me surpreender mais (Que droga comecei pelo maior! E agora?). Andei mais uns 15 metros e me assombrei! Não estava acreditando! Era um obelisco de pedra espetacular! Havia uma estátua de Ícaro, o epitáfio bem cuidado e o nome era magnífico - Santos Dummont. Caramba! Ali do lado da minha casa estavam os restos mortais do Pai da Aviação, aquele idolatrado pelos franceses e odiado pelos americanos, que gostam mais dos irmãos Wright. Até porque pra agradar americano tem que ter coisa de americano. Ou não? Caminhei seis passos a noroeste e encontrei aquela que me quebrou a teoria sobre americanos. Estava ali com escrita que copia a assinatura “Carmem Miranda”. Ufa! Tinha que parar. Meu coração apaixonado pelas coisas do Brasil e pelas coisas do Rio me fizeram sentir não mais envergonhado de morar aqui, mas arrogante. Arrogante sim. Olhando mais rapidamente vi outros muitos túmulos: Visconde de Taunay (morreu Barão), Vicente Celestino, Cazuza, Clara Nunes, Marechal Floriano Peixoto, Afonso Pena, José de Alencar, Oswaldo Cruz, Nelson Rodrigues, José Lins do Rego, Heitor Villa-Lobos e muitos outros nomes que fizeram dessa nação algo maior do que imaginamos. Saí extasiado, lembrei que nós, cariocas, brasileiros, não podemos esquecer quem somos e de onde viemos, que um cemitério não é tão ruim quando lembramos que tudo o que se construiu passou pelas mãos dos que ali descansam e, o maior aprendizado de todos, andar em cemitério pode ser um fantástico encontro com as nossas raízes. Adorei.

Marcelo Portella

Língua Portuguesa - Marcelo Portella


Estudar a Língua Portuguesa deve, antes de qualquer coisa, ser um prazer para qualquer povo que tenha o código. Seja ele de Moçambique, Portugal ou Brasil. É uma língua nova. Sua sintaxe normativa se afasta da oralidade, mas é uma língua nobre, não bárbara. Código que consegue retratar-nos como um povo de peculiaridades e riquezas.

sábado, 12 de setembro de 2009

CONCURSO PÚBLICO - Expectativa e Perspectiva


Como professor de cursos preparatórios percebo que a grande massa de estudantes que se envolvem nesse processo vem empanturrada de expectativa. Mas antes de apresentar a vocês a minha visão da coisa, convém definir o que vem a ser expectativa:

Expectativa é um processo de motivação interior, é o sonho, o desejo de alcançar algo, seja ele físico material ou imaterial. Desejosos que somos por qualquer tipo de melhoria, buscamos a estabilidade financeira, o progresso social e, em dado momento, visualizamos isso nos concursos públicos.

Já passei em alguns concurso públicos militares e civis e entendo que esse impulso é nada mais do que desejo. Aquele ditado que diz “querer não é poder” encaixa-se bem, quando trazemos para os nossos estudos a noção de expectativa desprovida da devida perspectiva. Enquanto alguns só desejam passar, outros planejam passar. Muitos abrem mão de empregos, horários com familiares, diversões gerais. Abdicam do prazer imediato para construírem um futuro melhor. Outros nem sabem que existe curso preparatório. Outros ainda, fazem a inscrição e, quanto não há uma prioridade maior como “fazer algo mais prazeroso” vão ao cursinho e , e em alguns momentos, em casa, no trabalho, ou nas salas vazias do curso pegam o material para darem uma olhadinha. É aí que a perspectiva decide o futuro de alguns.

Costumo dizer que passar em concursos públicos é o meio mais fácil de se chegar a uma vida profissional estável. Para ser servidor ou funcionário público não é necessário ser comunicativo, simpático ou formador de opinião; não é necessário ser um Tom Cruise ou ainda um Pedro Cardoso (por sinal, um show na grande família). O estudante só precisa organizar o tempo, definir um objetivo a médio prazo e estudar com professor e material didático adequados e pronto.

Um outro ponto importante é perceber a fila, que avança. Os mais bem preparados que você, em determinado momento passam e param de concorrer, muitos bons estudantes desistem no meio do caminho por novas oportunidades e outros, por não se sentirem motivados até chegar ao objetivo. Assim você tem a obrigação de apenas, apenas mesmo, estudar, estudar e estudar.

Quem fala que é difícil passar em concursos públicos e vem estudando só vê a coisa oniricamente, só deseja, mas nunca se organiza para alcançar o objetivo. O nosso maior rival – isso soa como lugar comum – é a nossa impaciência, insegurança e falta de planejamento. Nada do que você, querendo de verdade, não consiga ter.

Assim, não esqueça, a expectativa só tem valor nos concursos, quando acompanhada da devida perspectiva. O desejo não move moinhos, é fundamental que façamos ventar. Sonhar é importante, mas planejar é parte do processo.

Sucesso,